Como as novas leis de privacidade impactam o cotidiano dos brasileiros em 2025
A proteção de dados pessoais deixou de ser apenas um tema técnico e jurídico para se tornar parte fundamental do cotidiano dos brasileiros em 2025. Com as recentes atualizações na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o fortalecimento da fiscalização pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), cada cidadão brasileiro passou a ter direitos mais robustos sobre suas informações pessoais. Desde o cadastro em um aplicativo de delivery até a consulta médica online, praticamente todas as interações digitais no cotidiano dos brasileiros envolvem o tratamento de dados pessoais. Entender como essas mudanças afetam sua privacidade e quais são seus direitos tornou-se essencial para navegar com segurança no mundo digital.
As transformações regulatórias de 2025 trouxeram um cenário mais rigoroso de proteção de dados pessoais, com penalidades mais severas para empresas que descumprem a legislação e mecanismos mais claros para que os cidadãos exerçam seus direitos. A ANPD aplicou mais de 120 autos de infração apenas no primeiro semestre do ano, totalizando cerca de R$ 45 milhões em multas previstas. Esse aumento na fiscalização reflete o amadurecimento da legislação de privacidade no Brasil e demonstra que o respeito aos dados pessoais não é mais opcional para empresas e organizações públicas.
O que mudou na proteção de dados pessoais em 2025
As atualizações na segurança da informação implementadas pela ANPD em 2025 trouxeram mudanças significativas que impactam diretamente o cotidiano dos brasileiros. A Agenda Regulatória para o biênio 2025-2026 estabeleceu prioridades claras, incluindo a regulamentação do uso de inteligência artificial, a proteção reforçada de dados de crianças e adolescentes, e normas específicas para transferência internacional de dados. A Portaria ANPD nº 5/2024 estabeleceu princípios de transparência e auditabilidade para algoritmos que processam dados pessoais, exigindo que empresas que desenvolvem ou utilizam inteligência artificial documentem suas fontes de treinamento e implementem sistemas explicáveis.
A regulamentação de transferências internacionais, estabelecida pela Resolução nº 8/2025, detalhou as salvaguardas necessárias para exportar dados ao exterior, incluindo cláusulas contratuais padrão e regras de adequação. Isso significa que quando você utiliza serviços de empresas estrangeiras, há garantias legais de que seus dados serão protegidos mesmo fora do Brasil. O Guia de Proteção de Dados Pessoais na Cloud, publicado pela ANPD, trouxe recomendações para contratos com provedores de nuvem, impactando desde pequenos empreendedores que utilizam ferramentas online até grandes corporações que armazenam dados de milhões de brasileiros.
A fiscalização setorial também se intensificou em 2025, com foco especial em áreas sensíveis como saúde, e-commerce e fintechs. Esses setores lideram as ocorrências de vazamentos e falhas em relatórios de impacto, segundo dados da ANPD. Para o cidadão comum, isso significa que hospitais, clínicas, lojas virtuais e aplicativos financeiros estão sob maior escrutínio regulatório, aumentando a proteção dos seus dados sensíveis. A Resolução CD/ANPD 15/2024, que aprovou o Regulamento de Comunicação de Incidente de Segurança, obriga as empresas a notificarem rapidamente os titulares e a ANPD quando houver vazamentos de dados, garantindo que os brasileiros sejam informados caso suas informações sejam comprometidas.
Direitos fundamentais do cidadão sobre seus dados
O cotidiano dos brasileiros em 2025 é marcado por um conjunto robusto de direitos do titular de dados pessoais, estabelecidos pelo artigo 18 da LGPD. Esses direitos permitem que qualquer cidadão tenha controle efetivo sobre suas informações pessoais. O primeiro e mais básico é o direito de confirmação da existência de tratamento, que permite questionar qualquer empresa ou órgão público se eles possuem seus dados armazenados. Complementando esse direito, há o acesso aos dados pessoais, que garante o fornecimento de uma cópia completa das informações coletadas sobre você, incluindo a origem dos dados, os critérios utilizados e a finalidade do tratamento.
A correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados é outro direito fundamental que impacta situações práticas do dia a dia. Se você mudou de endereço, telefone ou qualquer outra informação cadastral, pode exigir que as empresas atualizem seus registros. A anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários ou excessivos permite que você solicite a remoção de informações que não são mais relevantes para a finalidade original. Entretanto, é importante entender que esse direito não é absoluto: empresas podem manter dados quando existe obrigação legal, como para fins fiscais, ou quando há parcelas a pagar, prazos de garantia ou processos judiciais em andamento.
A portabilidade dos dados representa uma mudança significativa no cotidiano dos brasileiros, permitindo que você transfira suas informações de uma empresa para outra. Esse direito é particularmente relevante ao trocar de operadora de telefonia, plano de saúde ou serviços financeiros. A LGPD também garante o direito de informação sobre o uso compartilhado de dados, obrigando as empresas a revelarem com quais entidades públicas e privadas suas informações são compartilhadas. Além disso, você tem o direito de ser informado sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e as consequências dessa negativa, garantindo que suas decisões sejam verdadeiramente informadas.
Como exercer seus direitos na prática: um guia detalhado para o cotidiano dos brasileiros

Exercer os direitos do consumidor estabelecidos pela LGPD requer conhecimento dos canais adequados e dos procedimentos corretos. Toda empresa que trata dados pessoais é obrigada a disponibilizar o contato do Encarregado de Dados (Data Protection Officer ou DPO), que serve como canal de comunicação entre a organização e os titulares. Você pode encontrar essas informações geralmente nas políticas de privacidade dos sites, aplicativos ou solicitando diretamente ao serviço de atendimento ao cliente. É fundamental formalizar suas solicitações por escrito, seja por e-mail, formulário online ou através da Plataforma Fala.BR para órgãos públicos.
Quando você solicita acesso aos seus dados, as empresas têm prazos legais a cumprir. A confirmação da existência de tratamento deve ser providenciada de forma imediata e simplificada, enquanto a declaração completa com origem dos dados, critérios utilizados e finalidade deve ser fornecida em até 15 dias. Se a empresa negar seu pedido de exclusão de dados, ela deve justificar com base legal específica. Por exemplo, bancos podem manter dados para cumprimento de obrigações do Banco Central, lojas podem reter informações enquanto houver garantia de produto, e prestadores de serviço podem conservar dados enquanto existirem parcelas a pagar.
Para verificar quais dados pessoais o governo brasileiro possui sobre você, utilize o módulo “privacidade” do aplicativo gov.br, onde você pode consultar o histórico de tratamentos e visualizar quais informações estão sendo compartilhadas com empresas e órgãos públicos. Se identificar tratamento irregular, você pode solicitar o bloqueio do acesso dessas entidades aos seus dados. Em situações onde a empresa não atende suas solicitações ou viola seus direitos, existem múltiplos canais de denúncia: a própria ANPD, o Ministério Público, órgãos de defesa do consumidor como Procons, e a via judicial. O Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento de que a responsabilidade civil por vazamento de dados independe de culpa, favorecendo consumidores lesados em ações de indenização.
Impactos práticos no uso de aplicativos e serviços digitais
O cotidiano dos brasileiros em 2025 envolve interações constantes com aplicativos e plataformas digitais, todos agora sujeitos a regras mais rígidas de consentimento do usuário. Ao instalar um aplicativo de banco, rede social, delivery ou qualquer outro serviço digital, você deve receber informações claras sobre quais dados serão coletados, como serão utilizados e com quem poderão ser compartilhados. O consentimento deve ser livre, informado e inequívoco, e as empresas não podem mais enterrar informações importantes em termos de uso extensos e complexos. A tendência em 2025 é de interfaces mais transparentes, com explicações em linguagem simples sobre o tratamento de dados.
As redes sociais e plataformas digitais enfrentam fiscalização especial da ANPD em 2025, particularmente quanto à raspagem e agregação de dados. Práticas como coletar automaticamente informações públicas de perfis para criar bancos de dados comerciais estão sob escrutínio regulatório. Se você perceber que suas fotos, posts ou informações públicas estão sendo utilizados sem seu conhecimento para fins comerciais ou de treinamento de inteligência artificial, pode denunciar à ANPD. A venda de dados pessoais sem autorização explícita continua sendo prática vedada, conforme decisões judiciais recentes que mantiveram a suspensão de produtos da Serasa que comercializavam dados de inadimplentes.
Para serviços que utilizam inteligência artificial e decisões automatizadas, como análise de crédito, seleção de currículos ou precificação personalizada, você tem o direito de solicitar revisão humana. Se um algoritmo negou seu empréstimo, recusou seu currículo ou cobrou um preço diferente do praticado para outros consumidores, pode exigir explicações claras sobre os critérios utilizados e pedir que uma pessoa revise a decisão. Empresas que desenvolvem ou utilizam IA precisam documentar suas fontes de treinamento e implementar sistemas explicáveis, garantindo maior transparência no cotidiano dos brasileiros que interagem com essas tecnologias.
Proteção reforçada para crianças e adolescentes
Uma das mudanças mais significativas que impactam o cotidiano dos brasileiros em 2025 é a proteção reforçada de dados de crianças e adolescentes. A LGPD estabelece que menores de idade não estão aptos a consentir o uso de seus dados pessoais sem autorização dos pais ou responsáveis legais. As plataformas digitais utilizadas por jovens, incluindo redes sociais, jogos online e aplicativos educacionais, devem implementar mecanismos de verificação de idade e obtenção de consentimento parental. A Agenda Regulatória da ANPD para 2025 prevê medidas técnicas específicas para aferição de consentimento e verificação de idade em plataformas digitais.
As fiscalizações realizadas no segundo semestre de 2024 verificaram a compatibilidade do tratamento de dados de menores com a LGPD, e as empresas que não estavam em conformidade enfrentaram penalidades. Para pais e responsáveis, isso significa maior controle sobre quais informações das crianças são coletadas e como são utilizadas. Você pode solicitar a qualquer momento o acesso aos dados do seu filho, exigir correções ou até mesmo a exclusão completa das informações. Jogos online, aplicativos educacionais e plataformas de entretenimento infantil devem ser transparentes sobre suas práticas de coleta de dados e oferecer configurações robustas de privacidade.
A proteção de dados sensíveis de menores inclui informações biométricas, localização em tempo real e registros de comportamento online. Aplicativos que rastreiam a localização de crianças, por exemplo, devem obter consentimento explícito dos pais e demonstrar medidas de segurança adequadas. Escolas e instituições educacionais que utilizam plataformas digitais também estão sujeitas às mesmas regras, devendo informar aos pais quais dados são coletados durante atividades educacionais online e garantir que essas informações sejam utilizadas exclusivamente para fins pedagógicos legítimos.
Cuidados essenciais com dados de saúde e informações financeiras
Os dados de saúde e informações financeiras estão entre os mais sensíveis no cotidiano dos brasileiros, recebendo tratamento especial pela LGPD. Hospitais, clínicas, laboratórios e aplicativos de saúde enfrentam requisitos rigorosos de segurança da informação, incluindo criptografia de dados, controles de acesso restritos e protocolos de resposta a incidentes. A telemedicina, que se popularizou nos últimos anos, deve garantir que suas consultas online, receitas digitais e resultados de exames sejam protegidos contra acessos não autorizados. Você tem o direito de saber quais profissionais acessaram seu prontuário eletrônico e para qual finalidade.
As operadoras de planos de saúde e sistemas de prontuário eletrônico devem permitir a portabilidade dos seus dados médicos, facilitando a troca de prestadores de serviço sem perda de histórico. Se você mudar de plano de saúde, pode solicitar a transferência completa do seu histórico médico para a nova operadora. A venda ou compartilhamento de dados de saúde para fins comerciais, como marketing de medicamentos ou produtos de bem-estar, só pode ocorrer com seu consentimento explícito e específico. Empresas farmacêuticas e de suplementos não podem comprar suas informações médicas de clínicas ou hospitais para oferecer produtos direcionados.
No setor financeiro, bancos, fintechs e instituições de crédito lideram os casos de fiscalização pela ANPD em 2025. A análise de crédito automatizada deve ser transparente, permitindo que você entenda por que foi aprovado ou negado em uma solicitação. Aplicativos de controle financeiro pessoal, carteiras digitais e plataformas de investimento devem proteger suas informações bancárias com os mais altos padrões de segurança. O Open Banking, sistema que permite compartilhar seus dados financeiros entre instituições, só funciona com sua autorização expressa, e você pode revogar esse consentimento a qualquer momento através dos canais oficiais do Banco Central.
Como identificar e denunciar vazamentos de dados

Reconhecer sinais de vazamento de dados tornou-se uma habilidade essencial no cotidiano dos brasileiros em 2025. Indicadores comuns incluem receber mensagens de phishing com informações pessoais específicas, notificações de tentativas de login em contas que você não realizou, cobranças não reconhecidas em cartões de crédito, ou receber ofertas comerciais sobre assuntos que você só discutiu em conversas privadas. Se você identificar qualquer desses sinais, deve agir rapidamente para minimizar danos. O primeiro passo é alterar suas senhas imediatamente, começando pelas contas mais sensíveis como e-mail, bancos e redes sociais.
A Resolução CD/ANPD 15/2024 estabelece que empresas devem comunicar incidentes de segurança à ANPD e aos titulares afetados quando houver risco ou dano relevante. Se você foi vítima de um vazamento, a empresa responsável deve notificá-lo formalmente, explicando que tipo de dados foi comprometido, quando ocorreu o incidente, quais medidas estão sendo tomadas e que ações você deve realizar para se proteger. Caso a empresa não cumpra essa obrigação de notificação, você pode denunciar diretamente à ANPD através do portal oficial, ao Ministério Público ou aos órgãos de defesa do consumidor.
Além da denúncia administrativa, você pode buscar reparação judicial por danos morais e materiais decorrentes do vazamento. A jurisprudência brasileira tem sido favorável aos consumidores, reconhecendo que vazamentos de dados causam danos indenizáveis mesmo quando não há prejuízo financeiro direto, pois violam direitos de personalidade como privacidade e intimidade. Mantenha registros de todas as comunicações relacionadas ao incidente, capturas de tela de notificações suspeitas e documentação de eventuais prejuízos financeiros. Considere registrar um Boletim de Ocorrência em casos de fraude ou uso indevido de suas informações, pois isso fortalece eventual ação judicial e ajuda autoridades a rastrearem criminosos.
Dicas práticas para proteger sua privacidade digital
Proteger sua privacidade no cotidiano dos brasileiros de 2025 requer adoção de boas práticas de proteção de dados pessoais. Comece realizando uma auditoria pessoal dos serviços que você utiliza: acesse as configurações de privacidade de cada aplicativo e rede social, desative permissões desnecessárias como acesso à localização, câmera ou microfone quando não essenciais para o funcionamento do serviço. Revise regularmente os aplicativos instalados no seu smartphone e exclua aqueles que não utiliza mais, pois continuam coletando dados em segundo plano. Utilize gerenciadores de senhas para criar e armazenar credenciais fortes e únicas para cada serviço, evitando reutilizar a mesma senha em múltiplas plataformas.
A autenticação de dois fatores deve ser ativada em todas as contas importantes, adicionando uma camada extra de segurança além da senha. Prefira receber códigos via aplicativo autenticador em vez de SMS, que são mais vulneráveis a interceptação. Ao utilizar redes WiFi públicas, evite acessar informações sensíveis como internet banking ou fazer compras online. Considere usar uma VPN (rede privária virtual) quando precisar acessar serviços importantes em redes públicas. Desconfie de e-mails, mensagens ou ligações solicitando dados pessoais, senhas ou confirmação de transações. Empresas legítimas nunca pedem essas informações por esses canais.
Pratique o princípio da minimização de dados no seu cotidiano dos brasileiros: forneça apenas as informações estritamente necessárias ao se cadastrar em serviços. Se um aplicativo de lanterna pede acesso aos seus contatos, questione a real necessidade dessa permissão. Mantenha seus dispositivos e aplicativos sempre atualizados, pois atualizações frequentemente corrigem vulnerabilidades de segurança. Configure suas redes sociais para limitar quem pode ver suas publicações, informações de perfil e lista de amigos. Revise periodicamente as aplicações de terceiros conectadas às suas contas, revogando acesso daquelas que não utiliza mais. Eduque-se continuamente sobre novas ameaças e técnicas de proteção, acompanhando fontes confiáveis de informação sobre segurança digital.
Perguntas frequentes sobre privacidade e proteção de dados
1. Posso exigir a exclusão de todos os meus dados de qualquer empresa?
Não totalmente. Embora você tenha o direito de solicitar a exclusão de dados desnecessários ou excessivos, empresas podem legalmente manter informações quando existe obrigação legal (como dados fiscais), obrigações contratuais pendentes (parcelas a pagar), prazos de garantia, processos judiciais em andamento ou necessidade de exercer direitos em processos. A empresa deve justificar a recusa baseada em uma das bases legais previstas na LGPD.
2. Quanto tempo as empresas têm para responder minhas solicitações?
A confirmação da existência de tratamento deve ser fornecida de forma imediata e simplificada. Para solicitações mais detalhadas, como acesso completo aos dados, correção ou exclusão, as empresas têm até 15 dias para responder com declaração clara e completa sobre origem dos dados, critérios utilizados e finalidade do tratamento.
3. Como sei se meus dados vazaram?
Sinais incluem receber mensagens de phishing com informações pessoais específicas, tentativas de login não autorizadas, cobranças desconhecidas, ofertas comerciais sobre assuntos privados ou notificação formal da empresa sobre incidente de segurança. Utilize serviços como “Have I Been Pwned” para verificar se seu e-mail aparece em vazamentos conhecidos.
4. Posso processar uma empresa que vazou meus dados?
Sim. A jurisprudência brasileira reconhece o direito à indenização por danos morais e materiais decorrentes de vazamento de dados, mesmo sem prejuízo financeiro direto. O STJ consolidou que a responsabilidade civil independe de culpa, facilitando a comprovação em ações judiciais.
5. Qual a diferença entre dados pessoais e dados sensíveis?
Dados pessoais são qualquer informação que identifique ou possa identificar uma pessoa (nome, CPF, e-mail, endereço). Dados sensíveis são categoria especial que inclui origem racial, convicções religiosas, opiniões políticas, filiação sindical, dados de saúde, vida sexual, dados biométricos e genéticos, recebendo proteção mais rigorosa pela LGPD.
6. Meu filho menor de idade precisa de autorização para usar redes sociais?
Sim. A LGPD estabelece que o tratamento de dados de crianças e adolescentes deve contar com consentimento de pelo menos um dos pais ou responsável legal. Plataformas devem implementar mecanismos de verificação de idade e obtenção de consentimento parental, embora a efetividade desses controles ainda seja debatida.
7. Posso revogar o consentimento que dei anteriormente?
Sim, a qualquer momento e de forma gratuita. A empresa deve facilitar esse processo, mas pode manter dados tratados sob o consentimento anterior até que você solicite explicitamente a exclusão. Dados mantidos por outras bases legais (obrigação legal, execução de contrato) não dependem de consentimento e podem ser retidos mesmo após revogação.
8. Como funciona a portabilidade de dados na prática?
Você pode solicitar que seus dados sejam transferidos de uma empresa para outra em formato estruturado e de uso comum. Isso é especialmente útil ao trocar de operadora de telefonia, plano de saúde ou banco. A regulamentação específica sobre portabilidade ainda depende de normas complementares da ANPD.
Agora que você conhece seus direitos e as mudanças na legislação de privacidade, compartilhe nos comentários: você já exerceu algum direito previsto na LGPD? Teve dificuldades para obter resposta das empresas? Suas experiências ajudam outros brasileiros a entenderem melhor como funciona a proteção de dados na prática!

Meu nome é Miguel silva santos , 38 anos, um explorador incansável do universo digital. Sou mais do que um criador de conteúdo: sou um verdadeiro navegante das tecnologias emergentes, com uma paixão por inovação.
